Entrevista a Zé Pedro Monteiro

04-04-2016 16:09

O Windurfista Zé Pedro Monteiro conta ao OLHAR DIREITO as actuais condições da modalidade em Portugal. Na entrevista ficamos a saber o percurso de um atleta que representou as cores nacionais nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984. 

 

"As marcas investem mais no surf porque tem mais praticantes"

 

Quando começou a praticar Windsurf?

Comecei a fazer Windsurf quando tinha 15 anos. Na altura estava em Moçambique, mas quando cheguei a Portugal decidi experimentar. Estou ligado à modalidade em termos amadores e empresarial.

Por que razão não seguiu a carreira profissional?

Nunca foi uma opção para mim porque implicaria mudanças na minha vida, em particular sair para o estrangeiro. Em Portugal não havia espaço para ser profissional por falta de apoios. Dediquei-me ao desenvolvimento de projectos e dar aulas.

Neste momento as condições são as melhores?

O Windsurf não é um desporto que seja muito praticado. Necessita de treino e aprendizagem das várias variantes como o mar e o vento. Não havendo massa crítica torna-se mais complicado arranjar mais apoios e espaço nos meios de comunicação social. As marcas investem mais no surf porque tem mais praticantes.

Como se aumenta o número de praticantes?

Há uma série de programas relacionados com o Windsurf que deveriam ser feitos, sobretudo pela Federação Portuguesa de Vela que necessita de ter um departamento de prancha à vela.

 Como correram os Jogos Olímpicos em 1984?

No plano desportivo não correu como gostaria porque tinha a expectativa de chegar ao Top-10, mas fiquei a meio da tabela. As condições não eram as melhores. Em relação à experiência de estar nos Jogos foi fantástica.

Qual o sítio onde mais gostou de fazer Windsurf?

Gosto muito de Carcavelos e do Guincho.

Ninguém deve praticar Windsurf sozinho?

Aconselho as pessoas a fazerem Windsurf com companhia ou tendo a praia vigiada.

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