Entrevista a Stefanie Pullin

20-02-2016 18:29

A artista da Guatemala, Stefanie Pullin, escolheu Portugal para desenvolver as actividades favoritas como a pintura e a escultura. Numa conversa com o OLHAR DIREITO confidenciou quais são os locais em Lisboa que lhe servem de inspiração para retratar a natureza e o meio ambiente. 

 

"As minhas obras têm expressões figurativas de temas orgânicos, com uma ligação forte à natureza"

 

Como nasceu o gosto pela pintura?

Nasceu por causa da minha mãe e avó. As duas tinham o gosto pela pintura e andei sempre com um lápis na mão desde pequena.

Qual é o teu estilo?

Tenho experimentado várias técnicas dentro da pintura e da escultura. Gosto mais da primeira porque permite resultados mais espontâneos e imediatos. Ultimamente tenho feito vários trabalhos a partir de colagens. 

Qual a mensagem que pretendes transmitir?

Não tenho uma mensagem específica, mas as minhas obras têm expressões figurativas de temas orgânicos, com uma ligação forte à natureza. Tento transmitir uma viagem introspectiva através da ideia da união entre o instinto e a razão.

De onde vem a inspiração?

Vem a partir de experiencias próprias, estudos fotográficos, leitura, diários gráficos e visitas a exposições.

Em que locais realizaste exposições?

Realizei uma exposição individual em 2011; uma colectiva no ano passado com a Patrícia Pires de Lima; uma no Centro de Arte Contemporânea de Málaga e este ano e vou participar numa exposição no Museu Nacional de Arte Moderna na Guatemala. Neste momento estou a planear fazer a minha próxima exposição individual. Gostava passar a expor em cidades como Paris, Berlim, Londres, entre outras.

Como analisas o mercado cultural em Portugal?

O mercado em Portugal está ligado às antiguidades do que à arte contemporânea. A maioria das pessoas que investem em arte optam pelos nomes já conceituados e poucas estão dispostas a arriscar no potencial de artistas novos, o que torna muito difícil ter uma carreira artística sustentável. No entanto, Portugal tem grandes projectos relevantes a nível internacional, e estão a surgir muitas iniciativas que podem vir a tornar Lisboa numa das capitais europeias da cultura.

Lisboa é um bom lugar para ter inspiração?

É uma cidade com possibilidade de contacto com a natureza, praia e campo. Oferece uma boa qualidade de vida; a simpatía das pessoas, a gastronomia e o clima são algumas das principais razões.

Quais são os teus locais favoritos?

Jardins de Lisboa, como o da Estrela, o Jardim Botânico e Sintra, são lugares que me têm inspirado.

Qual o teu artista preferido?

Gosto muito do Wilfredo Lam, Cristina Iglesias, Egon Schiele, entre outros.

O talento é a única forma de alcançar o sucesso?

O talento sem trabalho não vale nada, o mais importante é ter paixão naquilo que fazemos. Pablo Picasso dizia “A inspiração existe, mas tem de te encontrar a trabalhar

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