Entrevista a Mafalda Teixeira

21-01-2016 15:15

 

A actriz portuguesa que participou em séries como "Morangos com Açúcar", "Santa Bárbara" e "Nossos Dias", prepara novos desafios para 2016, como são a participação numa peça de teatro e num filme que será rodado no Verão. Mafalda Teixeira fala ao OLHAR DIREITO sobre a carreira, o crescimento da ficção nacional e a forma como um actor se deve preparar para interpretar uma personagem. 

 

"Pretendo agarrar o maior número de oportunidades para adquirir experiência"

 

Como nasceu o gosto pela representação?

Sou licenciada em Design gráfico. Na primeira vez que fiz um casting acabei por ser selecionada para um workshop nos Morangos com Açúcar, sendo que ao longo da experiência aprendi várias técnicas de representação. A partir do momento em que entrei na série, a minha carreira tem sido uma bola de neve.

Qual a importância de ter começado a carreira nos Morangos com Açúcar?

Foi uma grande escola, já que, noventa por cento dos actores do panorama nacional passou por essa experiência. A série teve um conceito e uma temática específica. As camadas jovens podem ter ficado influenciadas por aquilo que viam. Tentámos passar sempre a melhor mensagem.

Como correram as mais recentes interpretações?

As duas experiências foram completamente diferentes. Na novela “Santa Bárbara” interpretei uma personagem com sotaque brasileiro, o que acabou por ser divertido. Em “Nossos Dias”, a construção não era a mesma, embora já tivesse interpretado uma personagem semelhante noutra novela.

Qual é a personagem mais parecida contigo?

Nenhuma delas. No entanto, por esse motivo a experiência acabou por ser interessante. Isso é importante para uma actriz. Prefiro interpretar uma personagem que seja diferente da minha personalidade porque o desafio é maior. Uma das principais características de um actor passa por ser camaleónico e dar vida a personalidades distintas. Neste sentido, as personagens opostas à nossa personalidade são as mais brilhantes e difíceis.

Como preparas uma personagem?

Costumo efectuar análise dramatúrgica, sendo necessário construir um perfil psicológico e físico ao boneco que vamos dar vida. Os textos têm de ser trabalhados todos os dias.

Quais as principais características das nossas produções?

Tem vindo a melhorar devido à qualidade dos realizadores, mas também por causa da experiência dos actores, sejam novos ou mais velhos. O avanço da tecnologia na fotografia, cenários e produção ajuda no fortalecimento da ficção nacional.

Qual é a diferença entre o cinema e a televisão?

O trabalho em termos de realização é diferente. A preparação de uma personagem não é alucinante como acontece na televisão. No cinema trabalha-se com ritmos mais lentos.

A ficção nacional já ultrapassou a brasileira?

O público português opta por seguir mais as séries portuguesas do que as brasileiras, mas a produção de novelas continua a ser uma das grandes indústrias do Brasil. Estamos no bom caminho para ultrapassar a concorrência brasileira, embora ainda nos falte evolução. Temos de lutar mais e ser ambiciosos.

Quais são os projectos para o futuro?

Pretendo agarrar o maior número de oportunidades para adquirir experiência. Estou envolvida numa peça de teatro que vai ocorrer em Março. No Verão começo a filmar um novo filme. 

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