Entrevista a Joana Rá

04-12-2015 15:22

                                                                                                                                             

O gosto pelo desenho fez com que Joana Rá, seguisse uma carreira nas artes, em particular na pintura. A influência do pai e do irmão, que acabaram por optar pela arquitectura, foi o principal motivo para a artista não ter medo das dificuldades que a cultura em Portugal coloca aos mais novos. 

 

"Gostava de conquistar o mundo com a minha arte"

 

Como nasceu a paixão pela pintura?

Comecei desde cedo a desenhar para imitar o meu pai e irmão. Quando iniciei o curso de arquitectura, senti que, afinal, a pintura era o meu grande desejo. A partir desse momento a encarar os meus trabalhos mais a sério. O gosto pela cultura também se deveu aos meus pais. Quando estive em Londres e Paris também desenvolvi a minha paixão pelas artes.

Qual a mensagem que pretendes transmitir nos teus trabalhos?

O meu trabalho quando se inicia o processo de rasgar o papel e criar composições através da colagem. Considero que tenho um estilo abstracto, estando entre a pintura e a escultura. Tento sair do formato tradicional do quadrado e rectângulo, além de explorar a cor.

Quais os próximos projectos?

A minha primeira exposição colectiva foi em Abril num evento que contava com a presença de artistas consagrados e mais novos. No próximo ano haverá uma exposição em Maio.

Qual é o público que tentas captar?

Gostava de conquistar o mundo com a minha arte, mas a ideia primordial é chegar a todo o tipo de público.

Quais são as dificuldades que uma artista tem de enfrentar em Portugal?

A vida de um artista é muito difícil, já que a pintura não paga as contas no final do mês. No entanto, há outros problemas, como o facto de ser uma profissão marginalizada. Portugal não é um país que tenha dinheiro para a cultura. Sinto que os artistas são um pouco marginalizados, comparando com um advogado ou médico porque algumas pessoas entendem que estamos sempre à espera de inspiração. Os artistas emergentes ainda não têm acesso aos grandes museus no nosso país.

Os portugueses são interessados na pintura?

Não há pouco público, mas este não é muito cultivado. Contudo, as exposições continuam a ter muitas pessoas, embora os museus noutras capitais estejam mais compostos.

O que fazes para divulgar o trabalho?

Tenho de entrar em muitas exposições colectivas. Efectuar um trabalho inovador, além de frequentar inaugurações e conhecer o meio.

Como arranjas inspiração?

A inspiração é um mito. O talento só se consegue alcançar com muito trabalho. É importante ter um método e levar a pintura de uma forma responsável. Como qualquer outra profissão é preciso tempo para chegar longe. Preciso de um ritual e rotina que implicam muitas horas de trabalho. Exige a mesma disciplina que outras profissões. O trabalho é recompensado quando se começam a verificar os primeiros resultados. 

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