Entrevista a Carla Chambel

26-07-2016 19:24

 

A actriz Carla Chambel fala sobre a recente experiência na série "Bem-vindo a Beirais" e alguns temas relacionados com a produção nacional, confessando que sente uma ligação muito particular com a personagem Marina porque tem aspectos das duas mulheres mais importantes na sua vida. 

 

"A produção nacional subiu bastante nos últimos vinte anos, mas as equipas não têm condições de trabalho"

 

Como nasceu o gosto pela representação?

Só quando cheguei ao 11º ano é que me apercebi que havia possibilidade de me formar como actriz. Nessa altura abriu-se uma porta na minha cabeça.

Como decorreu a experiência na série “Bem-vindo a Beirais”?

A experiência nos Beirais foi única e feliz do ponto de vista do público porque tinha uma linguagem mais leve do que o habitual. O trabalho teve uma componente de conteúdo interessante, além de existir bom ambiente de equipa. No entanto, a nossa surpresa foi a reacção do público. Recebemos mensagens de todo o mundo.

Quais são as diferenças entre televisão e o teatro?

São exigências completamente diferentes. O processo de teatro implica trabalho de ensaios em que podemos errar e explorar o personagem. Na televisão a intuição tem de estar sempre activa para nos podermos adaptar.

Qual a personagem que gostou mais de interpretar?

Tenho uma ligação muito particular com a Marina na série “Bem-vindo a Beirais” porque foi inspirada na minha avó devido a ter muita genica. A relação da Marina com o filho lembra a minha mãe.

Prefere interpretar uma personagem parecida consigo?

A experiência que tive mais longe daquilo que sou foi interpretar uma mulher polícia no filme “Quarta Divisão” do Joaquim Leitão. A personagem era assertiva, com um nível de agressividade mais presente. O contexto de vida era diferente da minha. Tive de fazer um trabalho físico bastante exigente.

Como avalia a produção nacional?

A produção nacional subiu bastante nos últimos vinte anos, mas as equipas não têm condições de trabalho. Deveria haver mais apoio ao cinema. Na televisão a estratégia é diferente em cada canal.

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