Entrevista a Anabela Chastre

14-12-2015 21:08

 

A Atitude Certa abriu o caminho de Anabela Chastre para o mundo da literatura. A obra nasce da vontade da autora em iniciar um trabalho junto das empresas, mas também com as pessoas na área do coaching. Não estamos perante mais um livro de auto-ajuda pessoal ou dicas para iniciar um novo negócio. A autora confidenciou ao OLHAR DIREITO que se trata de um livro transversal com possibilidades de ser aplicado em qualquer situação, já que, conta experiências pessoais.

 

"Os sonhos só se tornam objectivos quando os colocamos no papel"

 

Por que razão decidiu escrever o livro?

Escrevi o livro porque quis contar a minha experiência pessoal, embora realize o meu trabalho junto de empresas e com pessoas. A atitude é a base para nos sentirmos mais realizados em termos profissionais e pessoais. A próxima obra será dedicada à prática diária nas companhias.  

Serve melhor os interesses das pessoas ou das companhias?

É um livro transversal baseado no coaching. Pode ser apropriado ao indivíduo, mas também às empresas, tendo como base um plano de desenvolvimento.

O livro funciona mais como auto-ajuda ou para o empreendedorismo?

Quando o livro saiu fiquei com essa dúvida. É um bocado de tudo porque a metodologia é transversal à vida pessoal e profissional.

Que tipo de feedback tem tido?

Tenho tido um feedback positivo. É importante pensar na nossa vida e sobre aquilo que vamos fazer. O ano tem sido muito bom.

Quais são os problemas mais frequentes?

Os condicionalismos externos obrigaram as pessoas a pensarem as próprias vidas. Algumas delas foram afectadas pela crise. A readaptação passou por terem deixado o emprego que tinham e voltar a desenhar o futuro. A maioria pensava numa carreira durante a vida inteira. A vantagem da crise permitiu às pessoas perceberem que poderiam ser flexíveis.

As pessoas têm vontade de mudar?

Noto uma vontade de desenvolverem as capacidades. No entanto, uma coisa é ter desejo, mas não se fazer nada por isso. Infelizmente ainda há pessoas que ficam nesse patamar. É uma situação transversal, embora incida mais entre os 30 e os 45 anos.

Qual é a mensagem que pretende transmitir?

As pessoas devem parar para pensarem na vida. Senão fizermos nada as coisas ficam exactamente iguais. Os sonhos só se tornam objectivos quando os colocamos no papel. Não podem ficar na nossa mente. Também não podemos desanimar perante os obstáculos que possam surgir.

O empreendedorismo veio para ficar?

A maior parte das pessoas perceberam com a crise que não há um emprego para a vida. Penso que é positivo porque estamos numa era diferente. Temos imensas qualidades. A característica do empreendedorismo manteve-se ao longo dos anos.

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