Entrevista a Ana Filipa Nunes

07-11-2016 17:33

Uma conversa interessante com a jornalista Ana Filipa Nunes sobre os desafios da profissão no século XXI, bem como uma viagem à carreira de uma das mais importantes profissionais da comunicação social em Portugal. A pivot revela ao OLHAR DIREITO quais foram os momentos positivos e negativos de uma profissão que abraçou desde o momento em que começou a perceber que gostava de contar histórias. 

 

"O principal papel do jornalista é informar"

 

Quais são os aspectos de que gostas mais no jornalismo?

Uma das coisas que me apaixona no jornalismo é não haver monotonia e poder contar histórias diferentes, o que nos torna mais rico enquanto pessoas.

Como nasceu o interesse por trabalhar em televisão?

A televisão foi a primeira opção para a minha carreira porque obriga a um esforço mental, além de ser um desafio termos de fazer um jogo com as imagens e as palavras. O directo e o contacto com o público também são aliciantes.

É o órgão de comunicação social mais complicado de trabalhar?

Não sei se é o mais difícil porque depende daquilo que se faz, embora tenha algumas técnicas. Nem todos os jornalistas pretendem trabalhar em televisão. Devido às novas tecnologias, a televisão no sentido da imagem, vai estar cada vez mais presente na profissão.

As redes sociais podem atrapalhar o trabalho jornalístico?

As pessoas percebem o que é informação feita por jornalistas e as que são manipuladas. No entanto, as redes sociais são uma óptima ferramenta de trabalho.

Quais as mudanças que sentiste desde que começaste a trabalhar em televisão?

Noto uma grande diferença, em particular na transformação da televisão por causa da evolução tecnológica. O consumo da informação também mudou devido ao aparecimento de canais temáticos, o que origina mais luta pelas audiências. A aposta no digital alterou as próprias redacções.

Quais são as áreas que gostas mais de trabalhar?

Gosto de trabalhar em sociedade e cultura, além dos temas sociais. O mais importante é fazer informação positiva.

Quais são as histórias que ainda recordas?

A história da Natasha Kampus que entrevistei em 2011. A recente crise financeira em Portugal também não me deixou indiferente por causa das pessoas que perderam o emprego. Por fim, a vitória no Euro 2016 foi um momento histórico para o futebol nacional.  

As notícias que nunca gostavas de ter dado?

Aumento de impostos e pessoas que perderam o emprego.

Qual é o principal papel do jornalista?

Informar.

O que é uma boa notícia?

Tem de ter todos os elementos para informar o público porque contém grande parte da história. 

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